Expedição ao Deserto de Atacama

 

Dez 2003
 
Bem, começa aqui o relato de uma aventura rodoviária, feita por dois apaixonados por viagem, eu Edilson Dorada e minha esposa Sayuri, e também nossa grande companheira de viagem a picape Ranger.

Foram 6.656km rodados em 11 dias, com roteiro desde Ponta Grossa (Pr) até San Pedro de Atacama (Chile), mais uma esticada até Iquique, percorrendo estradas com asfalto lisinho, asfalto ruim, ripio ( pedra e poeira ), longas retas, alta cordilheira andina , grandes salares, lagunas, enfim passando por lugares maravilhosos...
 

 Saindo de casa

 

1º Dia:

 
Tudo começa a ser preparado alguns meses antes da grande aventura, verificamos tudo com uma lista em mãos, e chegado o grande dia lá fomos nós. Saímos de casa numa segunda feira, dia 29/12/2003, e às 8:00 h já nos afastávamos de Ponta Grossa indo sentido Foz do Iguaçu, trecho com asfalto bom. 
Por volta das 2:00 h da tarde chegamos à fronteira com a Argentina, fizemos o procedimento de aduana
e logo pegamos a estrada novamente, ou melhor , agora já se chamava Ruta 12 , afinal já estávamos em solo Argentino. Estrada boa passando pela região das Missões com placas indicando ruínas Jesuítas por todo o caminho, chegamos até a cidade de Posadas, às margens do rio Paraná, a cidade fica próxima a Encarnacion no Paraguai, divididas apenas por uma ponte muito bonita... 
 

Primeira visão dos Andes

 

2º dia:

 
Levantamos bem cedo, aproveitando o horário de verão do nosso relógio, por volta das 6:00 h já estávamos animados pra mais um dia de aventura, ainda com o sol nascendo seguimos pela Ruta 12, sentido a cidades de Corrientes e Resistência, duas capitais de província divididas pelo rio Paraná e com uma linda ponte, de onde pode se avistar pequenas praias no leito do rio as quais os moradores usam como balneário. Deixamos pra traz as cidades e a partir deste ponto estávamos entrando na Província de Chaco, o chamado Chaco Argentino, que nada mais é do que uma grande planície , extremamente quente parecendo um forno, com estrada reta (mas reta mesmo!...), plana e quase sem curvas, asfalto ainda bom porém neste ponto já surgem alguns buracos na pista, estávamos agora sentido Província de Salta, paramos pra abastecer como de costume em uma “ estacion de serviço “, e fomos abordados por um motorista de caminhão perguntando se íamos para Santiago. Depois de um pouco de conversa e mapas na mão, notamos que havíamos pego a estrada errada, teríamos que ter dobrado em um trevo a uns 50km. Voltamos e pegamos a estrada certa rumo a Salta, foi uma hora perdida, mas valeu a pena acabamos vendo lindas plantações de girassol...
Chegamos às 19:30 h numa cidade bacana, chamada Joaquim V. Gonzales, onde ficamos nossa segunda noite, a cidade fica próxima do início da cordilheira,fomos muito bem recepcionados pelo atendente do hotel, que à noite vira restaurante.
 
 


Nevando nas montanhas mais altas


3º dia:
 
Como no dia anterior, levantamos as 6:00 h, pagamos pela hospedagem e perguntamos aos atendentes do hotel qual a melhor rota que deveríamos seguir, os quais muito simpáticos e engraçados, gesticulando muito nos detalharam o melhor caminho até San Salvador de Jujuy. 
Chegávamos mais próximos das montanhas com o sol nascendo, e a máquina fotográfica à mil, afinal estávamos eufóricos com a primeira visão dos Andes. Pela Ruta 16 passamos por Jujuy, já na cordilheira a mais ou menos 1.260m de altitude, fomos subindo deixando o verde pra traz ,vendo a paisagem se transformar lentamente em deserto, notamos os primeiros cactos, seguimos até a pequena vila de Purmamarca, a 2.275m, até aqui asfalto bom , paramos um pouco para aclimatação, caminhamos por uma feirinha que acredito ser permanente em meio a praça da vila, foi bom ter caminhado naquela altitude pois aos poucos já começavam a surgir os efeitos de altitude, a cabeça parecia um balão....
 

 Purmamarca
 
De volta na estrada , sempre subindo, passamos por um caminho sinuoso num ponto chamado Morro das Quinhentas Curvas, se bem que eu acho que haviam bem mais que isso..., paramos em um marco à beira da estrada com inscrição de 4.170m de altitude, era por volta do meio dia e fazia um frio danado, daqueles de tremer o queixo.
Tiramos umas fotos e seguimos viagem, a esta altura estávamos nos aproximando do chamado altiplano Argentino, uma parte “plana” em meio a cordilheira, neste ponto já apareciam os primeiros trechos de terra ou melhor , rípio, uma mistura de pedregulhos e areia ou melhor poeira, mas tudo bem, teríamos compensação.
Tivemos então a primeira visão de um salar, uma coisa linda , sem ter como ser explicada, o melhor jeito de se entender um salar é vendo, aquela foi uma das grandes visões da viagem, asfalto bom em meio o salar Argentino, topamos com as primeiras lhamas e também algumas vicunhas, um pouco menores que as lhamas.
Seguimos então até a cidade de Susques, que de cidade não tem nada, não passa de um vilarejo da cor do pó, mas até que é simpática, fiquei sabendo por uma amigo que ela já tinha sido pior, agora até que está habitável.
 

Cactus - companheiros pelo caminho
 
Abastecemos no que seria o último ponto habitado da cordilheira quando se vai pelo Paso de fronteira Jama, e pela primeira vez resolvemos almoçar, pois ate então comíamos em movimento, dentro da caminhonete.Conhecemos então alguns brasileiros meio malucos, que trafegavam no alto das montanhas somente com os chassis de caminhões, que eram levados até o Equador, Venezuela e Peru, onde seriam transformados em ônibus. Almoçamos muito bem em companhia dos gaúchos, num lugar chamado Hostal Pastos Chicos, bem bacana....
De novo na estrada, agora totalmente de rípio, alguns pulos com a picape por causa de uns buracos maiores mas tudo bem, seguimos para a fronteira, fizemos os trâmites de aduana argentina, o agente aduaneiro nos falou que havia pouco tempo estava nevando na divisa. Entusiasmados já estávamos prestes a chegar no Chile, a esta altura já estávamos próximo dos 5.000m de altitude e a Sayuri não se sentia muito bem, entramos em solo chileno e o que era poeira, se transformou em um asfalto lisinho, podemos então até apreciar melhor a paisagem, observando a neve que caia sobre os picos mais altos ao nosso redor, e torcendo pra que as nuvens passassem por cima da estrada, mas infelizmente somente gostas de água sobre o vidro da picape.
 

Susques
 
Num sinuoso trecho de estrada, passamos por lagunas que refletiam as montanhas, também passamos bem próximos da divisa com a Bolívia e deste ponto já avistávamos o vulcão Licancabur, que seria nosso companheiro de viagem por um longo percurso, desde a primeira visão do vulcão , andamos por uns 100km até chegarmos próximos a ele, na cordilheira tudo parece perto, mas está tudo muito distante....
Começamos um grande trajeto de descida, e logo nos demos conta de que estávamos chegando ao nosso destino, San Pedro de Atacama, que fica a 2.400 m de altitude, numa grande planície desértica, o lugar é tão seco que você sua e não escorre nada, ou seja, o suor evapora do rosto, a umidade do ar raramente sai do zero.
 

Vulcão Licancabur
 
Já era mais ou menos 20:30 h e depois de uma revista na picape pelos agentes da aduana, entramos na cidade de San Pedro e fomos procurar onde ficar. Encontramos um lugar simples, porém muito agradável, o povo do Chile em geral tratam brasileiros muito bem, nesta pousada ficamos todas as noites durante nossa estadia em San Pedro. À esta altura nos demos conta de que havíamos chegado para festa de ano novo, lá fomos nós procurar um lugar pra festejar, encontramos um bar em uma das muitas e simpáticas esquinas das ruelas da vila, e por falar em esquina, San Pedro é mesmo uma grande esquina do mundo, muitos e muitos tipos de pessoas se encontram por lá, desde os mais ricos ate os mais grilos, é cada figura que não tem descrição.  

Enfim São Pedro
 
Voltamos pra pousada e depois de um merecido banho fomos pra o que seria uma das melhores passagens de ano das nossas vidas....Dividimos uma mesa de oito lugares com 2 chilenos, 3 italianos e 1 holandês, por isto digo, vem gente de todo lugar do mundo..., e que gente boa, foi uma festa e tanto, com vinho, dança sobre o balcão do bar, e com fogueira do lado de fora, depois fui descobrir que haviam queimado um boneco do Bush, sei lá por que...Festejamos até as três da manhã, e fomos dormir, com o espírito renovado, e com uma felicidade muito grande, por ter chegado bem, e estar ali naquele lugar no mínimo exótico....  

Festa de Ano Novo no Café Export (Sao Pedro)
 
4º Dia:
 
Nasce o dia no Deserto de Atacama, e depois de algumas dicas da Magi, uma senhora muito simpática que trabalhava na pousada, fomos conhecer os arredores, visitamos as ruínas de Quitor, e em seguida fomos até um lugar onde pudéssemos apreciar o vulcão Licancabur, pois era uma visão muito especial, que imagem linda...
Depois de algum tempo de contemplação, voltamos para vila caminhamos um pouco pelas ruelas, escutando sempre muitos idiomas. A tarde vem chegando e seguimos para o tão famoso "Valle de la Luna", para apreciarmos o por do sol.
Seria outra maravilha, um céu sempre limpo, um azul de encher os olhos,o céu do deserto é muito especial e as noites muito estreladas com muito mais brilho do que onde vivemos;
 

Cenário Exótico...
 
 

Subimos numa duna enorme que lembra um pouco Jeriquaquara no Ceará, embora em Jeri a duna é branquinha e no vale ela é marrom como tudo por lá, depois de quase morrer pra subir, a altitude faz a gente cansar rápido...,de cima da imensa duna vislumbramos um crepúsculo indescritível com formas que fazem mesmo lembrar a paisagem lunar.


Marcamos com uma agência local um passeio para o dia seguinte até os geisers El Tatio, sairíamos por volta das 4:00 h da manhã, para que pudéssemos chegar lá com o sol nascendo, já que são +- 70km de chão até lá, o dono da agência nos alertou para que levássemos roupas de banho e toalha.

 

V
ale da lua
 
5º Dia :
 
4:00 da manhã fomos apanhados na pousada pela Van. O agente do dia anterior só esqueceu de avisar que faria um frio enorme lá,saímos só com um moletom meio fino cada um, também o que nós queríamos estando a quase 4.200 m de altitude em plena madrugada, e queríamos calor, resultado dentro da van o vidro embaçou e logo congelou , um frio de doer os dedos e uma vontade de chorar de tristeza de ter deixado as jaquetas na pousada, e isto nem é o pior, a Sayuri havia ganho um casaco especial , daqueles pra zero grau dos amigos pra que usasse na viagem, ela estava uma fera com ela mesma, mas com um cenário daqueles, não tem como algo estressar, uma coisa linda, águas do subsolo vulcânico brotam em inúmeras crateras pelo chão, grandes colunas de vapor d´água por todo lado, pessoas de todas as partes do mundo contemplando uma maravilha da natureza, este fenômeno acontece pelo choque do clima da noite com o sol nascendo, o vapor é visto pela manhã..., enquanto tirávamos fotos nosso guia cozinhava ovos e aquecia leite dentro de uma das valas de água quente , para nosso café “desayuno”, afinal amanhecia o dia no que seria uma grande cratera de vulcão com águas borbulhantes...
 

Geisers El Tatio
 
 
Nem tivemos coragem de entrar na água térmica, depois do frio que havíamos passado, melhor manter-se aquecidos com roupa, depois que o sol nasceu o clima melhorou muito, a noite é muito fria no alto da cordilheira, mas nesta época do ano os dias são até bem quentes...
De volta ao vilarejo só então pudemos perceber por onde havíamos passado na ida, umas estradas estreitas ladeando montanhas com grandes buracos dos lados, passamos por um vale muito verde, por onde a água de neve derretida passa, formando um verdadeiro oásis, moradores locais criam suas lhamas neste vale.
A tarde resolvemos continuar um pouco mais nos afastando de casa, e saímos sentido a Iquique, uma cidade portuária à beira do Pacífico, de San Pedro até Iquique mais ou menos 550km, passamos por Calama, e depois começamos a descida até o litoral;
 

Lhamas no vale (volta el Tatio)
 
 
Cruzamos a rodovia Pan Americana e seguimos até Tocopilla de onde avistamos pela primeira vez o oceano Pacífico, élindo, azul, limpo, e gelado.
A estrada que liga Tocopilla a Iquique é toda beira mar com a cordilheira de um lado e aquele mar azul de outro....
Chegamos em Iquique por volta das 21:00, já com o sol se pondo, pela primeira vez, verdadeiramente no mar..., achamos um hotel simpático e passamos a noite, achamos um Cyber Café e aproveitamos para dar um alô pra família no Brasil, afinal estávamos bem longe de casa.
 

 Pacífico Azul
 
6º Dia:
 
Desta vez dormimos até um pouco mais tarde, pois onde iríamos só abriria as 9:30h. Fomos então visitar um grande centro comercial, a Zofri, Zona Franca de Iquique, com mais de 1000 lojas que vendem de tudo por um preço bom, mas como não era nosso intuito viagem de compras, passamos o dia mais passeando que comprando.
Mais tarde passamos em um supermercado comprar umas frutas, em especial pêssegos que são uma delicia naquele pais, eu com meu cabelo louro parecia um E.T. em meio aquele povo de cabelo escuro, naquela região o povo parecia ter pouca mistura de raça. Todos com cara de índio...
Dava uma vontade de seguir viagem até o Peru e conhecer Machu Pichu, mas, como se diz em regra de mergulho: - Só mergulhe até onde foi previsto...

Dormimos em um hotel beira mar muito bom, o melhor da viagem toda e também o mais caro.
 

 Igreja de Sao Pedro
 
7º Dia:
 
Logo cedo depois de um café da manha avistando o pacífico, pegamos a estrada de volta a Tocopilla, naquela hora tudo parecia ainda mais bonito na estrada. Estávamos com ânimo pra passar batidos por San Pedro e seguir até Socaire , uma cidadezinha sentido passo Sico, por onde iríamos voltar....
Chegando em San Pedro fizemos aduana e antes de sair perguntei para o agente se haviam postos de combustível em algum ponto da estrada para o Paso Sico, ele me alertou que não, embora uns brasileiros que encontramos por lá nos haviam dito que sim. 
Voltamos para dentro de San Pedro encher o galão reserva , e por falta de energia no posto de combustível perdemos tempo e acabamos dormindo mais uma noite na cidade, o que depois achamos que foi melhor...
 

Casas de Adobe (ruas de San Pedro)
 
8º Dia:
 
Acordamos cedo e pegamos a estrada, desta vez com tanque cheio e combustível reserva sobre a caçamba, iríamos sentido Paso Sico, passamos pelo Salar de Atacama, um dos maiores do mundo, embora tenhamos achado o da Argentina mais bonito, acho que por ter sido o primeiro que vimos...
No salar do Atacama existe uma reserva ambiental de flamingos, que apesar de poucos pela época do ano, eram lindos, com uma cor viva e num lugar muito legal, pousados em uma laguna em meio ao sal....
Fotos e mais fotos e lá estávamos nós de novo na estrada, seguindo sentido Toconao onde compramos artesanato, depois Socaire onde quase atropelei uma velha, ela simplesmente pulou sobre a pista para pedir carona, foi só um susto....ainda bem.
 

Flamingos passo Sico
 
 
Iniciamos então a subir novamente a cordilheira, desde Toconao pegamos estrada de rípio, que durou mais ou menos uns 300km , passamos pelo lado do vulcão Lascar, muito bonito, as montanhas em geral são uma das coisas mais belas da viagem. 
Paramos muitas vezes para fotos e uma vez por pane no carro, que também foi só um susto, acho que foi por causa da altitude...Fizemos procedimento de aduana mais uma vez em plena cordilheira dos Andes, e estávamos de volta à Argentina, chegamos a cidade de santo Antonio de Los Cobres, muito pobre com um vento frio, e crianças por toda parte querendo vender umas pedras, ou uns bonecos de lhamas, enfim ficou o acordo entre eu e minha esposa que da próxima vez em que passarmos por lá levaremos umas roupas e comida para aquelas crianças, desta vez só tínhamos bala e biscoito que foi distribuído dentro do possível.
 

Altiplano Andino - Paso Sico
 
 
Começamos o trecho de descida da cordilheira, sentido Salta, passando por um lugar chamado Quabrada del Toro, um vale com um verde magnífico, talvez por saudades do verde , aquele parecia o verde mais lindo que já havíamos visto...Muita estrada estreita até chegar em Salta lá pelas 21:00, uma cidade grande, capital de província, mas como já conhecíamos a estrada daquele trecho pra frente, resolvemos voltar até Joaquim V. Gonzales, no hotel bacana da ida, o atendente ficou muito contente com nosso regresso, e nos ofereceu o mesmo quarto da ida.  

Neve nos picos
 
     
 
9º Dia:
 
Logo cedo o atendente do hotel pediu-me uma moeda brasileira pra sua coleção. Política de boa vizinhança, dei-lhe uma moeda e pegamos a estrada.
Estávamos nós agora pela manhã em pleno Chaco Argentino, fazendo o caminho de volta mesmo trecho por onde havíamos passado na ida, e ao longe deixando a cordilheira para traz..., o coração meio apertado, já estávamos com saudades da cordilheira...
Novamente em Posadas,desta vez num hotel melhor e mais barato, em frente a um mercado enorme, onde comemos e passeamos. 
 

Por do sol perto de Posadas
 
10º Dia:
 
Pela manhã seguindo as dicas do dono do hotel seguimos rumo uma das atrações da região, uma das maiores cachoeiras do mundo, em extensão lateral, chamado Grande Salto Moconã, divisa Argentina - Brasil (Rio Grande do Sul), por isto deixamos o caminho que havíamos feito na ida e entramos no Brasil mais pelo sul, uma pequena decepção, devido ao volume de água no rio Uruguai, não valeria a pena irmos até o salto pois a cachoeira é melhor avistada em época de rio baixo, são 3.000m de extensão lateral por uns 12m de altura, ela é baixa porem muito larga.
Seguimos até a cidade de Frederico Westphalem já em solo do Brasil, dormimos em um hotel agradável, telefonamos pra família e demos notícias.
 
11º Dia:
 
Já era 09/01/2004 e estávamos de novo rodando em solo brasileiro, dando alô aos buracos na pista, trafego pesado e falta de sinais, que saudades do Chile...
Por volta das 16:00 h chegamos em Ponta Grossa, com a cabeça cheia de idéias para outra aventura. Foi a primeira viagem longa até outro país, esperamos que seja a primeira de uma série de aventuras. Machu Pichu aí vamos nós.....
 
Aproveitamos a oportunidade para agradecer os amigos que tornaram esta viagem mais segura e proveitosa.

Também aconselhamos a todos que lerem este relato e tiverem oportunidade, que façam viagens, basta um pouco de espírito aventureiro, dediquem um tempo pra conhecer outros lugares, nem que seja a poucos quilômetros de onde vivem, o importante é sempre expandir horizontes...


Obrigado a todos que nos apoiaram em mais esta aventura. 

Edilson Dorada - Sayuri Dorada
edorada@gmail.com.br

 

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